O feminismo, em sua origem histórica, cumpriu um papel fundamental ao permitir que as mulheres pudessem votar, ser votadas, trabalhar e ter voz ativa na sociedade. A busca legítima por equidade civil e jurídica abriu caminhos para que as mulheres pudessem exercer sua liberdade de escolha. No entanto, quando um movimento se perde na própria narrativa e passa a apoiar pautas que anulam a própria essência daquilo que defendia, ele deixa de ser autêntico. Por isso, hoje já não faz sentido carregar essa bandeira.
O que deveria ser um símbolo de defesa e proteção da mulher transformou-se em uma contradição. É irônico e incoerente ver uma pauta histórica de valorização do feminino defender que homens biológicos ocupem espaços que deveriam pertencer exclusivamente às mulheres. Em nome de um discurso que busca afrontar a sociedade a qualquer custo, o movimento passou a desmerecer e apagar a própria mulher que dizia proteger.
Além disso, ao pregar que "o lugar da mulher é onde ela quiser", criou-se uma nova pressão: a mulher que escolhe com exclusividade ser mãe, cuidar do seu lar e se dedicar à família muitas vezes é desvalorizada pelo próprio movimento que deveria defender sua autonomia. Em vez de libertação, o que se viu foi a sobrecarga da mulher com múltiplas jornadas e o enfraquecimento do papel masculino.
Defender direitos fundamentais não significa aceitar o absurdo. Respeitar as conquistas do passado não nos obriga a endossar as distorções do presente.
Acredito no respeito mútuo, na igualdade de direitos e no rechaço a qualquer tipo de machismo ou desvalorização. No entanto, homem e mulher possuem vocações e papéis complementares. O lugar do homem envolve a responsabilidade de ser provedor e protetor — amando e honrando sua família a ponto de dar a vida por ela —, exercendo a força a serviço do bem. O lugar da mulher carrega a força do cuidado, da acolhida e da preservação do lar. Reconhecer essa complementaridade não reduz a capacidade de nenhum dos dois; pelo contrário, devolve a ordem, o equilíbrio e o respeito à dignidade de ambos.